Brasil Onças encara o Outback Team Australia em busca da quinta colocação no IFAF World Championship

O wide receiver e capitão #89 Adan Rodriguez é o encarregado de levar a bandeira brasileira a campo. Foto Victor Francisco/Salão Oval

A Seleção Brasileira conseguiu, no último domingo (12), um feito histórico ao derrotar a Coreia do Sul por 28 a 0 e conquistar sua primeira vitória na história no IFAF World Championship. Vivo na busca pelo quinto lugar da competição, o Brasil Onças agora encara o Outback Team Australia, nesta quarta-feira, às 13h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pela Watch ESPN. O derrotado será eliminado e ficará na sétima colocação.

A Austrália tem grande tradição no rúgbi, muita experiência no futebol americano e terminou em oitavo lugar na última edição do Mundial. Em 1999, na Itália, ainda antes do Brasil praticar oficialmente a modalidade, os aussies alcançaram a quinta colocação na competição. Neste ano, ambas foram derrotadas pelos Fighting Frogs da França, mas os brasileiros por um placar menor (31 a 6) em comparação aos australianos (53 a 3). Os números e a evolução dentro de campo animam Danilo Muller, head coach da Seleção Brasileira.

— Queremos sair daqui com o maior número possível de vitórias. Por isso, estamos estudando os adversários, vendo vídeos e assistindo os jogos do campeonato. Observamos com bastante atenção a partida entre França e Austrália, para fazer um bom jogo na quarta-feira e seguir fazendo história neste Mundial — conta Muller.

A vitória no último domingo foi marcante, já que a Coreia do Sul é um país mais experiente no futebol americano, tendo terminado em quinto lugar na última Copa do Mundo e praticando a modalidade desde 1947. O wide receiver #33 Heron Azevedo foi o autor do último touchdown do jogo e se juntou ao MVP da partida, o WR #9 Rodrigo Pons, como recordista da equipe no fundamento.

— O mais importante foi conseguir a primeira vitória para o Brasil em Mundiais. Lógico que todo mundo gosta de fazer touchdown, mas mesmo que a conquista viesse sem pontos meus ou do Vinny, e tenho certeza que ele concordaria comigo, estaríamos felizes do mesmo jeito. O importante é marcar esta data na história do futebol americano do Brasil — destaca Azevedo.