Drew Banks é convocado para defender o USA Football no IFAF World Championship

O quarterback Drew Banks defenderá a USA Football como wide receiver. Gabriel Siqueira/Recife Mariners
O quarterback Drew Banks defenderá a USA Football como wide receiver. Gabriel Siqueira/Recife Mariners

A Seleção Brasileira não enfrentará os Estados Unidos na primeira fase do Mundial. Em grupos separados, o sistema de classificação complica ainda mais um possível confronto, já que do Grupo B apenas uma das quatro equipes avançará à fase decisiva. Porém, caso os Onças passem da primeira fase e joguem contra os americanos, o Mariners terá um confronto particular em campo.

Drew Banks, quarterback dos Azuis, foi convocado para atuar como wide receiver pelo selecionado norte-americano. Do outro lado do campo Banks verá o técnico Lucas Cisneiros que o comanda todos os dias no Recife. O confronto não é um pensamento que passa toda hora pela cabeça de ambos, mas o técnico e o jogador não escondem que já pensam no assunto.

— Seria muito divertido e interessante se isto acontecesse, com certeza seria uma situação inusitada, mas é algo que eu estou torcendo para acontecer, pois seria uma experiência completamente diferente e nova — falou Cisneiros.

Drew preferiu ver por outro lado. Para o norte-americano seria o encontro de dois lugares que ele realmente ama, mas que tem certeza que sua seleção não teria facilidade.

— Seria ótimo jogar contra o Brasil. É um lugar que amo e o encontro entre os times seria muito bom. O Brasil tem grandes atletas que eu respeito e tenho certeza que eles estarão focados para vencer o jogo — analisou.

Com tanta intimidade entre o técnico e o atleta, algum dos lados poderia ter vantagem no duelo, mas ambos negam este fator. Tanto para Drew, como para Cisneiros, o duelo seria igual e por estarem em situações diferentes da vivenciada nos treinos do Recife Mariners.

— O técnico Cisneiros me conhece como quarterback e você se prepara de outro modo para jogar nesta posição. Como recebedor você joga mais fisicamente e não tem que se preocupar com leituras. Basta entrar e jogar — comentou Drew.

A análise do atleta apenas complementou o que pensa técnico Lucas Cisneiros, que sabe que o Drew da seleção ianque é bem diferente do que veste o azul e branco no Recife.

— Apesar de ter visto bastante como ele ensina e joga a posição de recebedor, que é a que ele vai desempenhar na seleção americana, não acredito que existiria uma vantagem para nós neste sentido. O jogo vai ser completamente diferente pois o Dan Hawkins (treinador dos EUA) vai utilizar ele de uma maneira completamente diferente da que utilizamos por aqui. Na seleção brasileira eu também desempenho um papel totalmente diferente do que faço nos Mariners. Dificilmente o que conhecemos um do outro fará uma enorme diferença direta — resumiu Lucas.