Embalado na fase de Lucas Adolfo, Recife Mariners visita Vitória em Salvador para manter a ponta na Superliga Nordeste

#44 Lucas Adolfo é uma das principais armas dos Mariners na temporada 2015 da Superliga Nordeste

O começo da Superliga Nordeste do Recife Mariners não é surpreendente. A direção e comissão técnica esperavam estar nesta posição na tabela neste ponto da competição. Mas o que realmente surpreende é a fase do running back Lucas Adolfo, principal pontuador da equipe até o momento. Uma arma que aparece sem tanta pretensão, mas que será fundamental para buscar mais uma vitória. Desta vez contra o Vitória, em Salvador.

Com quatro touchdowns na competição, Adolfo começou a temporada como fullback e foi ganhando mais espaço com o passar dos treinos.

Acostumado a limpar o caminho para os corredores, Adolfo já chegou até a jogar na linha ofensiva em outras partidas e a transição para carregar mais a bola foi algo que o surpreendeu, principalmente por ter ido tão bem e marcar pontos logo na sua primeira temporada na posição.

— Em 2012, fui aprovado no tryout como fullback. Desde lá meu tempo no time foi servindo para adquirir experiência e entender mais do jogo. Não atuava muito. Em 2014, quando o Mariners entrou com tudo na campanha “De Volta ao Topo”, o time não tinha cinco homens de linha ofensiva no início do campeonato. A comissão técnica julgou por bem me colocar para jogar de right tackle e ajudar o time no que ele precisava. No início de 2015, iria voltar a minha posição de origem, e durante os treinos antes do campeonato, a comissão também julgou por bem me testar na posição de running back e gostaram do meu desempenho. Resumindo: essa mudança toda, foi por decisão da comissão técnica e pelo melhor para o time. Não esperava — lembrou.

Se a mudança o surpreendeu, para a comissão técnica não foi nada além do esperado. O coordenador ofensivo Lucas David já contava com sua produção.

— Sem querer diminuir os feitos dele ou que não seja nada demais, mas a verdade é que a gente já via tudo isso nos treinos há um tempo. Já sabíamos da capacidade dele de botar a bola embaixo do braço para correr e de marcar touchdowns — explicou David.