Lovett lidera a segunda etapa do training camp do Brasil Onças

#19 Matheus Ely treina a pontaria no TC. Foto CBFA/Divulgação

Nos dias 11 e 13 de março foi realizado em Timbó a segunda etapa do training camp do Brasil Onças. As atividades ocorreram no Complexo Esportivo de Timbó, casa do Timbó Rex. Representantes das equipes dos três estados da Região Sul mais alguns jogadores de São Paulo estiveram presentes. Sem a presença do head coach da Seleção Brasileira, Gabriel Mendes, o coordenador defensivo Clayton Lovett liderou os atletas no TC.

Assim como Mendes fez em João Pessoa, Lovett observou junto a auxiliares técnicos os melhores jogadores da região para realizar o mapeamento dos talentos locais.

— Uma das grandes coisas sobre os camps regionais é a nossa chance de ver alguns novos atletas. Muitos jogadores tiveram uma boa performance e ajudaram os demais com grande caráter e preparação dentro e fora de campo. O grande ponto dos camps regionais é que tudo esta sendo filmado, isso nos ajudará a ver em detalhes cada jogada e avaliar os atletas o mais preciso possível — comentou Lovett.

Mesmo com o detalhamento das filmagens, Lovett preferiu não dar nomes aos jogadores que mais se destacaram durante as atividades.

— Temos filmagens de planos abertos e fechados, mas eu vou esperar antes de dar comentários sobre quem nos impressionou até ver os vídeos — explicou.

O treinador aproveitou para elogiar a infraestrutura disponível pelo Timbó Rex no Complexo Esportivo.

— A infraestrutura do T-Rex é incrível. Não é por acidente que eles tem sucesso, eu completamente entendo porque tantos jogadores estão indo lá para jogar pela equipe. O melhor jeito que posso descrever a cultura do futebol em Timbó são: “preparados”, “orientação detalhada” e “profissionalismo”. Estes caras são a definição da liderança. Não há ego inflado e eles só querem o melhor. Nós [Brasil Onças] apreciamos eles. O mesmo pode se dizer de João Pessoa [Espectros] — enalteceu.

Os rookies na Seleção

Da mesma forma como ocorreu e João Pessoa, novatos foram convocados para demonstrar o seus potenciais. Entre eles estava o defensive back do Santa Maria Soldiers, Fabricio Ziegler. Para o gaúcho, a experiência adquirida em Timbó mostrou um nível técnico maior do que costuma estar junto aos companheiros de Soldiers.

— [O TC foi] excelente, outro nível, didática muito boa, treinos objetivos, dois dias de muito aprendizado,foram 24 horas de futebol americano. O nível dos atletas de Santa Catarina e Paraná é muito alto, fui legal poder jogar com caras desse nível. Tô [sic] ansioso agora pra treinar mais ainda e jogar esse campeonato gaúcho e depois a Liga Nacional — disse.

Sobre o novo método de treinamento, Ziegler ficou extasiado com a realidade encarada em Timbó.

— Lá a realidade é diferente, todo mundo já tem uma boa base, e tem um nível de entendimento bom do jogo, essa é a diferença para nós em nossos times. Todos os times, principalmente aqui no Sul, têm muitos jogadores que sabem pouco ou nada sobre o jogo, aí fica complicado ensinar do zero. Lá eles não pararam para ensinar passo a passo como tinha que fazer, eles falaram isso no inicio, a ideia era dar oportunidade de repetições, e muitas dicas — comentou.

Perguntado se a experiência adquirida do traning camp será utilizada no seu retorno a Santa Maria, Zeigler foi específico.

— Os drills todos podemos usar, são bem simples, mas essenciais, alguns que nunca tinha visto, muito bons. Outra coisa é a otimização do tempo de treino. Num treino de três horas a gente fez umas quatro paradas de uns 2 minutos para água e o resto do tempo não paramos nem um minuto de fazer exercícios específicos e jogos situacionais. Dentro de campo ninguém caminhava para nada. Era uma filosofia muito boa — falou.

Com a inclusão do aprendizado de Ziegler na rotina dos Soldiers, o time de Santa Maria terá a chance de melhorar o desempenho na secundária. Todavia, os comandados do treinador Gustavo Petter terão de pensar em como aplicá-los.

— Vamos ter que sentar e planejar, porque logo que entram os rookies é complicado, mas depois de ensinado o básico dá para fazer sim, ou pelo menos se aproximar de um modelo parecido — finalizou.