Paulo Raimann: faremos de tudo para ter uma ótima estrutura

Raimann (helmet erguido) terá a tarefa de liderar os touros vermelhos no biênio 2016/2017. Foto Naiam Meneghetti

Na tarde desta última terça-feira (22), em uma publicação em sua página oficial no Facebook, o Porto Alegre Bulls anunciou o novo corpo diretor e técnico que comandará a equipe no biênio 2015/2016. Em eleição interna, a votação elegeu Paulo Raimann como novo presidente da equipe, Rafael Sampaio como vice executivo e Thomás Leal como diretor de futebol. A diretoria manterá o head coach Lafaiete Junior na liderança do elenco para a temporada 2016.

O Futebol Americano Brasil entrou em contato com o presidente eleito para saber quais as metas da equipe porto-alegrense para a temporada 2016.

Confira abaixo a entrevista com Raimann

Futebol Americano Brasil – Para este biênio 2016/2017, quais os planos administrativos dos Bulls? Quais as metas do novo corpo diretor para a equipe?

Paulo Rainmann – Buscar soluções para os desafios de manter uma equipe amadora dentro de um mercado cada vez mais profissionalizado. Formar uma base sólida e continuar formando players que são referência nas suas posições.

FABR – O que tu fará de diferente que não foi aplicado nos comandos anteriores?

Raiamann – O projeto Bulls nasceu em 2007 e é muito bom. O que iremos tentar fazer é tirar do papel tudo o que sempre foi pensado sobre futebol americano e sobre o que desejamos para os Bulls. O que esta sendo realizado agora sempre esteve nos planos dos Bulls e o que queremos é chegar onde os Bulls e o FA gaúcho devem e pode chegar, primando o atleta, sempre com honestidade e apresentando o melhor espetáculo para os torcedores do Bulls.

FABR – A equipe dispensou jogadores que pouco se comprometiam com o clube e reduziu o roster, assim como aconteceu com os Pumpkins e Redskulls. Os Bulls analisam este novo mercado de free agents em Porto Alegre?

Raimann – Nosso time sofre como vários outros por causa de momentos e situações na vida do atleta. Temos players de anos conosco, mas existem alguns players de Facebook, que acredito ser um problema para todos os times. Muitos players acabam procurando os Bulls porque temos equipamento para emprestar e isso pode significar players que não querem investir antes de ter um primeiro contato com o esporte, ou porque não tem condição econômica para fazer este investimento. Isto pode gerar uma certa flutuação no roster, que tentamos minimizar mantendo quem realmente deseja fazer parte do projeto proposto.

FABR – Para o campeonato gaúcho o time terá três jogos como mandante. Há planos de seguir organizando os jogos no Complexo Esportivo da PUCRS? O que fazer para que os altos gastos ao preparar o evento não prejudique o orçamento para o resto do ano?

Raiamann – Nossos eventos na PUC sempre foram considerados um tipo de chamada extra para nosso player, isto é, o atleta tem que ajudar o time vendendo os ingressos e isso acaba, normalmente, cobrindo os custos. Já olhamos algumas possibilidades mas até a melhor delas, o campo no Lami, pode ser uma escolha não muito boa. Podemos ter um campo com condições similares ao da PUC, porém isso pode afastar nosso publico pela distância. Quanto ao orçamento, isso é um desafio grande para todos os times e, como sempre, corremos atrás de possibilidades. Mas faremos de tudo para manter uma ótima estrutura para que o espetáculo seja sempre o melhor, como foi feito no jogo de outubro, onde conseguimos a autorização da PUC para incorporar a campanha outubro rosa no campo.

FABR – Para o segundo semestre da temporada 2016, os Bulls investirão na sequência da Liga Nacional ou almejam outra competição como a Copa Sul?

Raimann – Nossa pretensão é, se possivel, jogar a Copa Sul. É um campeonato muito bem organizado e muito respeitado.