June 20, 2021
Os dados levaram em conta aspectos da vida dos atletas como cuidados financeiros, psicológicos, educacionais e nutricionais. Foto iStock/Getty Images/Futebol Americano Brasil

82% dos atletas não têm planejamento de carreira no Brasil, aponta levantamento de startup

Tempo aproximado de leitura:1 minutos, 51 segundos

Os dados levaram em conta aspectos da vida dos atletas como cuidados financeiros, psicológicos, educacionais e nutricionais. Foto iStock/Getty Images/Futebol Americano Brasil

A sportech Soul Brasil Esportes realizou um levantamento sobre o como os atletas gerenciam suas carreiras esportivas no Brasil. A pesquisa ouviu 476 atletas (incluindo jogadores do futebol americano) e apontou que 82% deles possuem um planejamento de carreira considerado entre médio e ruim, o que pode impactar diretamente em abandono precoce da atividade.

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Enquanto sobram disciplina e treino para um atleta alcançar uma ótima performance na prática de sua modalidade, faltam conhecimento e suporte para conseguir um bom desempenho em outros aspectos de sua caminhada esportiva.

Gerenciamento das finanças agrava o desempenho esportivo

Quando o item observado tem a ver com finanças, 83% avaliam seus desempenhos entre médio e ruim. Outro índice que recebe uma autoavaliação negativa por parte de esportistas brasileiros diz respeito ao cuidado nutricional. Os planos alimentares desse público foi avaliado como médio para ruim por 80% dos que responderam a pesquisa.

Os atletas também analisaram suas formações educacionais. 77% admitem que seus estudos estavam entre médio e ruim. Outro sinal que merece atenção foi o cuidado psicológico avaliado como insuficiente para 68% de toda a base consultada. Já a gestão da própria imagem houve uma percepção de que ela está entre os níveis médio e ruim para 64% deles.

Os 476 atletas do levantamento da Soul Brasil Esportes representam praticantes de 36 modalidades. Destes, 82% se concentraram em cinco principais nichos: futebol, basquete, futebol americano e futebol de salão. A faixa etária predominante foi entre 14 e 18 anos (46%), seguindo de 18 e 35 anos (44%) e mais de 35 anos (10%).

De acordo com Maria Teresa Publio Dias, confundadora e COO da Soul Brasil Esportes, todos esses dados comprovam que a base do esporte brasileiro tem um caminho longo pela frente.

— É compreensível as dificuldades que entidades e clubes enfrentam ao tentar prover as melhores ferramentas para os atletas. Com as soluções desenvolvidas até agora e o que vem pela frente, daremos a oportunidade que o atleta tenha conhecimento sobre sua carreira e busque as melhores ferramentas para o seu desenvolvimento — afirmou Dias.

Sobre o autor

Henrique Riffel

Jornalista e editor-chefe do Futebol Americano Brasil. Pós-graduado em Jornalismo Digital pela Famecos/PUCRS. Ex-colaborador do Pro Football e American Football International. Antigo produtor multimídia do Locast Project do MIT/EUA
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