October 19, 2021
FPFA Federação Portuguesa de Futebol Americano Futebol Americano Brasil

Alves apresenta o cenário da FPFA para o final da época de 2021

Tempo aproximado de leitura:3 minutos, 52 segundos

Em conversa com o Futebol Americano Brasil durante o mês de agosto, o atual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol Americano (FPFA), Pedro Alves, apresentou o cenário da entidade para a época de 2021. O dirigente tratou de abordar temas relacionados a entidade, metas e organização das próximas competições, como: o Torneio Fundadores e a Liga Portuguesa de Futebol Americano (LPFA).

Saiba como ficou a inacabada temporada 2020 da Liga Portuguesa

Confira a entrevista na íntegra

Futebol Americano Brasil – Em bate-papo com a equipe do Couratos&Atacadores, foi mencionado que a entidade ainda é uma associação e não uma federação. Como anda o processo de passagem de Associação para Federação Portuguesa de Futebol Americano? Quais as documentações e os passos necessários para que isso ocorra?

Pedro Alves – O processo está em seu momento final. Estamos apenas a detalhar as coisas para que as equipas terem uma estrutura de acordo com aquilo que é necessário. Acreditamos que até o fim de 2021 esta realidade já vai existir.

FABR – Entre os pelouros a cada equipa ou representante, o que cada um deverá fazer? E quais os prazos de cada um deles para atingir os objetivos?

Alves – Temos pessoas a trabalhar nas áreas de comunicação, patrocínios e competições. Outras estarão ligadas as instituições estatais para haver certo envolvimento entre o público e a Federação. Uma coisa que será feita a breve prazo é a criação da associação de jogadores, treinadores e árbitros, que também é necessário para o estatuto federativo. No caso, a associação de treinadores já está lançada e a ideia é termos as três associações a trabalhar em pleno já no início de época.

FABR – Um dos pontos abordados na entrevista com os Couratos&Atacadores é que se tenha um número mínimo de atletas federados para atingir o objetivo de ser reconhecido pelo Poder Público. Qual é a estimativa de jogadores filiados atualmente na FPFA? Já possível saber quantos atletas faltam para compor o requisito mínimo de 500 membros? E quais os planos para chegar a este número?

Alves – As equipas vão iniciar as suas captações em breve. O número é pra já desnivelado. Há equipas que tem perto de 80 atletas e outras que estão agora a começar. Há um plano de cooperação com escolas, colégios e faculdades para o recrutamento de mais atletas. Não acho que será difícil atingir este número de 500 atletas até o final do ano.

FABR – Entre todas as equipas presentes dentro da entidade, quais ainda não são associações formadas e o que resta a elas para avançar neste quesito? É um estatuto, NIPC, outros documentos?

Alves – Apenas três equipas não têm este estatuto, mas estamos a trabalhar ativamente nesta área de serviço jurídico para superar este ponto. Dentro de algumas semanas, todas estarão em pé de igualdade.

FABR – Sobre o Torneio Fundadores, há expectativa para que se concretize a realização entre os meses de outubro e dezembro de 2021?

Alves – O Torneio Fundadores vai se iniciar no final de semana 23 e 24 de outubro e termina no fim de semana antes do Natal. O sorteio já foi efetuado e estarão presentes os Lisboa Devils, os Cascais Crusaders, os Lisboa Lions, os Lisboa Navigators, os Braga Warriors e os Paredes Lumberjacks.

FABR – Uma das metas da diretoria da FPFA é diminuir os custos aos atletas federados para competir em nível nacional. Quais são as ações que a entidade busca para a diminuição ou isenção da taxa de inscrição de jogadores dentro da Liga? Quais são os parceiros comerciais para que isso seja de facto acionado?

Alves – Na próxima Liga está traçado o objetivo de não haver taxa de inscrição. Ou seja, ninguém mais deverá pagar um valor para jogar a partir da próxima Liga. Depois, coisas que os atletas normalmente pagam às suas equipas, como: juros ou outros assuntos, isso é questão de dentro das equipas. Já o valor de taxa de inscrição à Federação deixará de existir. Para isso, está traçado um acordo comercial, mas que não posso falar até ser público.

FABR – A atual direção da FPFA montou um mapeamento de custos junto as equipas. Com este dado sobre os gastos anuais das equipas por época – algo entre 15 mil e 20 mil EUR – é possível repensar a fórmula de competição da Liga Portuguesa já que a Federação tem como meta auxiliar na operação logística?

Alves – A fórmula da Liga é mutante de ano para ano, sempre. O que existe desde já é que a Federação terá outros mecanismos financeiros para auxiliar as equipas. E que as questões financeiras das equipas não seja mais um impeditivo para participar plenamente na Liga.

Sobre o autor

Henrique Riffel

Jornalista e editor-chefe do Futebol Americano Brasil. Pós-graduado em Jornalismo Digital pela Famecos/PUCRS. Ex-colaborador do Pro Football e American Football International. Antigo produtor multimídia do Locast Project do MIT/EUA
Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
100 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Comentários? Feedback? Siga-nos no Twitter em @fabrnoticias, no Instagram em @futebolamericanobrasil_ e curta-nos no Facebook.

Average Rating

5 Star
0%
4 Star
0%
3 Star
0%
2 Star
0%
1 Star
0%

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *