CBFA suspende temporariamente transferências de jogadores entre os programas de futebol

Na tarde desta quarta-feira (28), a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA) publicou em sua página no Facebook o informativo 002/2018, que trata sobre a transferência de atletas em âmbito nacional. O tema ganhou destaque nos últimos meses após investidas de programas mais desenvolvidos em buscar jogadores de renome no Brasil para ingressar em seus rosters.

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Em nota, a CBFA comunica que em comum acordo com as federações estaduais negocia a implementação de um regulamento que administre os movimentos de atletas entre os programas de futebol no País, sem causar prejuízos irreparáveis a nenhuma equipe ou atleta.

Ficou definido que a partir da data de 28 de março, as transações de jogadores para outras equipes foram suspensas por tempo indeterminado, até que seja criada a regra de regule a questão. Leia a nota na íntegra

O Futebol Americano Brasil entrou em contato com o presidente da CBFA, Rogério Pimentel, para abordar mais a fundo o polêmico tema. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

Futebol Americano Brasil – Mesmo sendo uma medida de suspensão de transferências, a implementação de um regulamento nacional que gere as movimentações de jogadores entre programas de futebol é boa para quem e ruim para quem, neste momento?

Rogério Pimentel – O objetivo é ter campeonatos nivelados e proporcionalidade e razoabilidade nas transações, mas, principalmente, objetivamos a boa fé na transação entre os três polos: time cedente, atleta e time “contratante”; tendo em vista que as coisas estão se movendo de forma desrespeitosa aos times que estão formando seus atletas, se planejando para uma seasson contando com o atleta e uma equipe lhe tira esse atleta sem ao menos fazer um breve comunicado sobre a sua intenção.

Outro ponto é em razão da proteção dos atletas no quesito formação, porque da forma que estava, a tendência era ser criados supertimes sem nenhum jogador efetivamente formado por esta equipe, impossibilitando a oportunidade de alguns atletas se aperfeiçoarem dentro de suas próprias equipes jogando com atletas renomados nacionalmente.

Vale frisar que esta medida é breve e temporária, posso dizer que será curtíssima, uma vez que as definições sobre a regulamentação está bem encaminhada.

FABR – A ideia é mesmo proteger os programas – independente do seu tamanho – que formam jogadores? Como lidar com a questão vínculos entre as partes, uma vez que há o entendimento que todos os jogadores no Brasil são considerados free agents?

Pimentel – Estamos estudando a viabilidade da não proibição de veiculação do atleta, mas sim na limitação de contratações de um time, independente de ser atleta X e Y, mas limitar a quantidade de contratações desse time e proteger a quantidade de atletas que saem de outros.

FABR – Como administrar legalmente estes movimentos entre os programas sem a caracterização de vínculo e que venha a ferir a Lei do Passe Livre – “Lei Pelé”, uma vez que há a possibilidade de limite de perda e chegadas de jogadores no roster?

Pimentel – Como disse, anda estamos regulamentando tudo de forma que nada venha a ser contra a Lei.

FABR – O excesso de criação de times e a aprovação de um número elevado de prospectos via tryouts pode ser caracterizado como começo desta inflação no mercado de jogadores entre os programas? Como gerenciar a inscrição de tantos jogadores pelo País?

Pimentel – Estamos implantando do sistema FA Manager, que tem como gerenciar essas inscrições e transferências em tempo real.

FABR – Este avanço rumo ao semiprofissionalismo pode ser um passo para que a CBFA venha a filtrar equipes competitivas de recreativas?

Pimentel – Acredito que isso venha a ser uma seleção natural. Com o passar dos anos e como o futebol americano está evoluindo, acredito que quem não se adaptar infelizmente irá se extinguir.

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