July 24, 2021
Pela primeira vez, os Lions utilizaram 11 jogadores como formação, já que, até então, os felinos disputavam competições em 9-a-side

Lisboa Lions estreia com 11 jogadores no relvado diante do Cascais Crusaders

Tempo aproximado de leitura:2 minutos, 21 segundos

Atividade tentou suprir falta de experiência do roster do Lisboa Lions. Foto Diogo Rugeroni/Divulgação/Futebol Americano Brasil

Em movimento inédito na sua curta história, o Lisboa Lions recebeu a visita do Cascais Crusaders para a realização de um scrimmage, no relvado do Clube Desportivo dos Olivais e Moscavide, em Lisboa, neste último sábado (12). Pela primeira vez, os Lions utilizaram 11 jogadores como formação, já que, até então, os felinos disputavam competições em 9-a-side.

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Para a direção dos Lions, a mudança para atuar no full pads/tackle com 11 atletas é parte de um processo de evolução.

— Nós tencionamos não regressar mais ao 9 contra 9 como jogávamos a um ano e meio, porque estávamos em um processo evolutivo. Ainda continuamos a evoluir, mas acreditamos que não faz mais sentido voltar ao esquema de 9 contra 9 — disse fundador e diretor-geral dos Lions, Pedro Esteves.

O Cascais Crusaders já havia passado por uma atividade em conjunto com o Lisboa Devils, no final de semana anterior, onde o grupo de Cascais mostrou superioridade técnica diante do rival metropolitano. O favoritismo dos visitantes diante dos Lions foi unânime.

— O scrimmage contra os Crusaders foi muito bom. Deu para avaliar muitas coisas, passando por aspectos positivos e outros que temos de evoluir como equipa. Obviamente a experiência dos jogadores não está ao nível dos Crusaders, porque nós temos somente dois anos e meio de existência. Deste tempo, um ano estivemos parados. Mesmo assim, acho que temos um plantel com muito potencial — explicou Esteves.

Ainda segundo o dirigente, o fato de ter um dos maiores rosters de Portugal favorece a continuação do programa.

— Vamos a jogo perto de 50 jogadores. Somos uma das equipas de Portugal com o maior número de jogadores. Isso é muito devido ao facto de estarmos no centro de Lisboa, o que acaba por ser mais fácil de recrutar jogadores. Além da experiência, estamos trabalhando a mentalidade, já que a falta dela nos leva dizer que eles “fervem a pouca água”. Quer dizer que havia situações que deviam controlar melhor a campo, mas que ainda não sabem. É algo que já levamos para o coaching staff corrigir. Houve alguns momentos no jogo contra os Crusaders que ocorreram situações conflituosas, não que isso seja o normal, mas nós queremos reduzir isso ao máximo, porque os jogadores precisam saber como estar no futebol americano — argumentou Esteves.

Para o gestor, o período pandêmico por SARS-CoV-2 – o vírus que causa a COVID-19 – e o plano de confinamento e distanciamento físico no País não afetou diretamente o ritmo de progressão da mecânica do jogo. Há a fé de que o Lisboa Lions esteja em um patamar acima dos antigos rivais como Algarve Sharks e Évora Eeagles.

Sobre o autor

Henrique Riffel

Jornalista e editor-chefe do Futebol Americano Brasil. Pós-graduado em Jornalismo Digital pela Famecos/PUCRS. Ex-colaborador do Pro Football e American Football International. Antigo produtor multimídia do Locast Project do MIT/EUA
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