Lucas David quer o ataque do Recife Mariners ainda mais rápido

Lucas David orienta com um sistema de gestos para acelerar o ataque o Recife Mariners. Foto Bruna Monteiro

Nos quatro jogos do Recife Mariners (3-1) na Superliga Nacional foi possível observar uma evolução constante do time na parte ofensiva. Isso poderia ser creditado ao crescimento do entrosamento entre o quarterback americano Alex Niznak com os seus recebedores. Porém, se observarmos o trabalho que é feito nas laterais do campo, ou sidelines, como os jogadores e técnicos gostam de falar, identificaremos de onde realmente vem o ritmo da equipe.

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O coordenador ofensivo Lucas David vem implantando um sistema em que a velocidade é difícil de acompanhar. Assim que a jogada termina, os atletas já estão alinhados. O no huddle chegou a Pernambuco.

— No ano passado já jogávamos num ataque com um ritmo mais rápido, mas, para esse ano, viemos com uma proposta ainda mais rápida. Mudamos várias coisas em todas as unidades. Linha ofensiva, running backs, wide receivers, bloqueios, leitura das defesas e também o playcall. Tudo para que o time seja ainda mais rápido entre o fim da jogada e o próximo snap — explicou Lucas David.

A influência poderia ser de algum time da NFL ou de equipes comandadas por Chip Kelly, atual head coach do San Francisco 49ers, mas Lucas bebe em outras fontes. Auxiliado por outros atletas, assim que a jogada termina, cada um faz uma série de gestos que passam a jogada seguinte para os atletas que estão em campo. Algo bem comum no futebol americano universitário.

— Os meus amigos mais próximos sabem que eu sempre preferi assistir NCAA do que a NFL. Inspiração não me falta. Para citar alguns exemplos eu diria Oregon Ducks, os ataques comandados por Hal Mumme e também Justin Fuente, atual treinador de Virginia Tech, que fez história com o seu ataque em Memphis, comandado por Paxton Lynch, nas duas temporadas passadas — revelou.

Apesar da impressão das jogadas de passe serem a primeira opção da equipe, Lucas acredita que isto é visto de forma errada. O coordenador acredita que seja uma visão por conta da grande quantidade de jogadas em que a formação tem vários recebedores e geralmente saem na shotgun.

— Não privilegiamos o passe de maneira alguma. Por mais que pareça um ataque “pass happy”, buscamos sempre o equilíbrio entre passes e corridas — explicou.

O grande desafio deste ataque será no próximo dia 25 de setembro, quando os azuis visitam o João Pessoa Espectros (4-1), na Vila Olímpica, em João Pessoa. Os Mariners buscam sua quarta vitória na competição e pelo direito de jogar a primeira partida dos playoffs em casa.

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