July 23, 2021
Atualmente no Me-Life Fukuoka Suns, Kurihara foi o japonês que mais se aproximou de jogar na NFL. Foto Arquivo pessoal/Futebol Americano Brasil

Me-Life Fukuoka Suns inicia projeto para enviar o primeiro jogador japonês à NFL

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Atualmente no Me-Life Fukuoka Suns, Kurihara foi o japonês que mais se aproximou de jogar na NFL. Foto Arquivo pessoal/Futebol Americano Brasil

O Me-Life Fukuoka Suns (みらいふ福岡Suns) deu início ao recrutamento de atletas de ponta. Os jogadores selecionados iniciarão um treinamento intensivo com único objetivo: ir para a National Football League (NFL). As inscrições iniciaram em dezembro de 2020. O pré-requisito principal, além do limite de idade de 23 anos, é recrutar atletas japoneses que estão dispostos a um sacrifício completo para buscar uma vaga na maior liga de futebol americano do mundo. Não precisa ter experiência no esporte, a inscrição foi aberta para qualquer interessado de qualquer modalidade de alto rendimento.

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A partir da seletiva, pelo menos um atleta será designado ao programa, no máximo três. Além do orçamento do próprio time, cujo o valor não fora divulgado, uma vaquinha online também foi organizada para apoiar a iniciativa, onde arrecadou R$ 36 mil.

As seletivas aconteceram no mês de fevereiro, entre os dias 20 e 21, nas cidades de Tokyo e Fukuoka. Os treinamentos têm previsão de serem iniciados em abril. Os selecionados assinarão contrato de atleta profissional por três anos com a equipe e devem ter dedicação exclusiva para o projeto. O atleta terá remuneração e despesas relacionadas ao programa tudo pago pela equipe. Além disso, a equipe se compromete em dar todo suporte de um plano B em caso de não conseguirem entrar na NFL, ou seja, após o fim do período do contrato, terão todo suporte para uma nova carreira profissional.

A meta cosiste em lançar um placekicker ou punter, mais um wide receiver. Após análises dos coaches, são duas posições onde o perfil japonês tem chances maiores, pois, diante de outros combines e nos eventos similares, a maioria que teve oportunidade entre essas posições. Outro ponto é que os melhores coaches dessas posições no Japão estão nos Suns.

Até hoje, cinco atletas japoneses estiveram próximos de assinar com uma franquia americana. O que foi mais longe, que atualmente está justamente no Suns, foi wideout Takashi Kurihara, atualmente com 33 anos, 1.80m e 85kg, profissional desde 2009. Em 2013 e 2014 participou do training camp do Baltimore Ravens, mas não chegou ao tão sonhado contrato com a equipe da NFL. Além disso, o Japão já teve atleta na seleção mundial que jogou contra seleção americana, na The Spring League (TSL) e Canadian Football League (CFL). Estas duas últimas monitoram talentos no oriente e no Me-Life Fukuoka Suns. O programa japonês acredita que comparado há nove anos, os olhos da NFL também tem se inclinado mais para os atletas locais.

Os Suns traçaram possíveis razões de até hoje não ter jogador japonês na NFL. Um deles foi o momento que o atleta decide tentar uma vaga na liga. Os dirigentes acreditam que os atletas universitários vão direto para X League e só depois disso tentam uma vaga na NFL, ou seja, muito tarde. A maioria dos que são draftados estão na faixa de 21 a 22 anos, os japoneses que tentaram vaga na NFL foram de 24 anos em diante. Acima dos 24 anos, só alguém muito fora da curva para disputar uma vaga com outros atletas mais novos. Por isso nesse programa tem limite de idade.

A comissão técnica que estará à frente do programa é composta pelos coaches de posições para kicker e receiver, sendo o kicker com mais de dois coaches, um deles é o Takeru Yamazaki, detentor do recorde da X League, um field goal de 73 jardas, e para os receivers está Kurihara. Os prospectos terão acompanhamento dos melhores preparadores físicos do Japão, mais os americanos do time Brandon Berry e Donnie King. Os recrutados também terão aulas de inglês diariamente com professores nativos.

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Sobre o autor

Tiago Munden

Arquiteto urbanista. Produtor de conteúdo no Futebol Americano Brasil. Graduado pela UniNorte. Analista comercial na Nippon Steel América do Sul. Diretor de comunicação da Federação Mineira de Futebol Americano. Co-fundador do Touchdown Mineiro. Membro voluntário do Mapa do FABR e FABR Network
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