Pesquisa de opinião aponta críticas à imprensa do FABR

Pouco domínio sobre o esporte, baixa produção de conteúdos especializados como scouts e análises são apontados como motivos para o não consumo sobre o FABR

Uma pesquisa feita pelos alunos da graduação em jornalismo da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), do Rio Grande do Sul, neste mês de outubro, buscou entender qual a opinião dos fãs de futebol americano sobre a imprensa que realiza a cobertura do esporte no Brasil. O questionário com 39 perguntas recebeu, até o momento, 212 respostas, que apontaram críticas dos fãs à imprensa na produção de conteúdo local.

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O levantamento aponta que 83,1% revela entender que, ao avaliar de 0 a 10, a importância da imprensa para o desenvolvimento do futebol americano no País é de, no mínimo, nota 8, considerado, portanto, muito importante.

Análise da imprensa

A resposta dos participantes mostra a falta de interesse das pessoas nos conteúdos de futebol americano brasileiro, sendo um efeito, talvez, de uma imprensa que não agrade o público. 59,4% das pessoas afirmam acessar um site de notícias sobre o futebol americano nacional menos de cinco vezes ao mês. Apenas 5,2% relatam acessar um site mais de 20 vezes por mês. Isso corrobora com o fato de que 49,1% (o segundo maior percentual) dizem buscar informações sobre seu time nas suas próprias redes sociais oficiais.

O site mais acessado, com 50,9% é o Salão Oval, canal com grande cobertura em todo território brasileiro. O top 5 é fechado pelo FABR Network, que possui um percentual de 37,7%. O quarto mais indicado, com 37,4% foi a página FABR da Zueira, que historicamente foi uma página criada para repostar piadas, brincadeiras, e divulgar informações e histórias que causariam discórdia nos meios tradicionais do esporte. Muitas denúncias foram feitas nesta página, e com o tempo, atingiu um público muito grande. Eles faziam o “trabalho sujo” que a imprensa costumava não fazer. Em quinto, está o Futebol Americano Brasil, com 32,1%. Lembrando que o segundo meio mais indicado para buscar informações são as próprias redes sociais dos clubes.

Cerca de 55% responderam que consideram a imprensa local regular, ruim ou muito ruim, sendo que é considerado por 35,8% (a maioria) apenas como regular. Questionado sobre os motivos, os fãs apontaram que falta conteúdo especializado no esporte, mais estatísticas, e mais coberturas in loco, características muito presentes nas transmissões da National Football League (NFL), em que as estatísticas são feitas praticamente em tempo real.

No Brasil, a ação esbarra em um dos pedidos que foram alertados na resposta dos fãs: “precisamos de mais repórteres, mais material humano”. Foi queixado também sobre a parcialidade dos jornalistas, pois, os fãs acreditam que isso é ruim e atrapalha as análises, uma vez que os jornalistas invariavelmente começaram no esporte tendo contato com um ou mais times específicos, e isso pode ser mal visto pelos fãs.

É importante destacar que algumas pessoas mencionaram entender que a imprensa do FABR ainda é incipiente e sofre com falta de estrutura, dinheiro e que considera a imprensa um bem muito precioso, que a maioria massiva dos jornalistas não possuem receita para manter um trabalho em alto nível.

O conteúdo que mais agrada

O tipo de conteúdo que mais chama a atenção do público ainda são os textos com 77,4%, embora os vídeos apareçam com 73,6% na segunda colocação. Chama a atenção a falta de interesse em áudios (como produção de podcasts), que representa o gosto de apenas 19,3%. Isso colabora com a ideia de que 69,3% apreciam matérias pós-jogo, que costumam ser em textos ou vídeos de entrevistas. Na segunda colocação, 62,3% afirmam gostar de consumir conteúdo técnico sobre o esporte, algo pouco explorado pelo mainstream do esporte. Empatados em terceiro e com 59,4%, estão os informativos em geral e as curiosidades sobre jogos e jogadores.

 

Conheça a persona montada pela pesquisa

De acordo com as respostas, 85% das pessoas estão entre os 20 e 39 anos de idade, sendo que 81% das pessoas conheceram o futebol americano há cinco anos ou mais. Do total, 87,7% das pessoas se identificam como sendo do sexo masculino. Aproximadamente 51% das pessoas responderam terem sido atletas de futebol americano. Ainda, 61% das pessoas conhecem o futebol americano entre três e dez anos, sendo que 32,1% conhecem há 11 anos ou mais. Poucas pessoas que responderam ao questionário conhecem o esporte há pouco tempo (até dois anos).

Aos interessados em em responder à pesquisa, basta clicar neste link https://forms.gle/pViMprQiuMiBmu5cA

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