October 24, 2021
#11 Solipa pretende promover mudanças no programa do Lisboa Devils. Foto Diogo Rugeroni/Divulgação/Futebol Americano Brasil

Solipa faz avaliação do desempenho do Lisboa Devils diante do Cascais Crusaders

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#11 Solipa pretende promover mudanças no programa do Lisboa Devils. Foto Diogo Rugeroni/Divulgação/Futebol Americano Brasil

Na semana retrasada, o Cascais Crusaders recebeu a visita do Lisboa Devils para realizar o scrimmage entre os dois programas rivais do lado Sul. O evento dominado pelos Crusaders expôs falhas de execução dos lisboetas neste retorno as atividades presenciais, pós as medidas de desconfinamento da Direção-Geral da Saúde (DGS) durante a pandemia de SARS-CoV-2 – o vírus que causa a COVID-19. Para o signal caller e head coach dos Devils, Bernardo Solipa, a equipe precisa rapidamente ajustar os equívocos demonstrados no Campo das Fontaínhas, em Cascais.

Saiba como ficou a temporada inacabada da Liga Portuguesa de 2020

O duelo terminou por encerrado sem que os Devils pudessem anotar pontos contra a unidade de defesa dos Crusaders, além de sofrer três touchdowns.

— Sobre o scrimmage com os Crusaders, não correu como nós esperávamos primeiro, muitos erros pequenos, desconcentração e uma certa falta de compreensão do que era para fazermos. Sendo que ajustamos e melhoramos isso. Porém, o nosso objetivo principal era experimentar diferentes jogadas para termos uma compreensão melhor do que fazíamos bem ou mal, ver como corriam as jogadas, sem grande preocupação em sermos perfeitos em todos momentos, mas também analisar para ver como reagiam e jogavam alguns jogadores que ou nunca tinham jogado ou raramente o tinham feito antes — comentou Solipa.

Para o treinador, o período pandêmico afetou indiretamente no quesito anímico do roster.

— A nível técnico e táctico foi visível um certo esquecimento da base de jogo, sendo que tentamos trabalhar mais essas mesmas bases sem querer fazer nada de complexo, pois, sabemos que não nos estamos a preparar para o início da época. Sendo, que em Cascais, houve erros básicos que em treino não existiram, mas que por alguma questão mental, aconteceram no scrimmage, talvez possa vir dessa falta de jogo que existiu no último ano e meio — argumentou Solipa.

O baixo rendimento diante dos Crusaders, somado a uma temporada em ritmo regular na Liga Portuguesa de Futebol Americano (LPFA) de 2020, poderão promover mudanças no programa lisboeta.

— Em 2020, o ano não estava a correr exatamente como desejávamos. Na verdade, queremos começar e preparar a próxima época a 100%, com ligeiras mudanças, que são inevitáveis durante uma temporada, mas tentam tornar insignificante as mesmas. No ataque, vai mudar o sistema ofensivo. O primeiro jogo foi num sistema com dois quarterbacks, com Pedro Costa e Frederico Fonseca. Porém, no jogo com os Porto Mutts, o Frederico Fonseca foi o quarterback principal. Ele que depois voltou para backup com a minha volta aos relvados, mas que com um sistema novo e que facilite o jogo para ele, estarei tanto à vontade comigo como com ele a quarterback, desde que consiga manter a progressão que vinha tendo e continuando — disse.

Por outro lado, Costa foi relegado a outra função dentro da unidade de ataque.

[Pedro Costa] Mudará de posição como já o fez, mas é alguém que me deixe confortável porque tem boa inteligência e compreensão do jogo, o que facilita as transições. Se precisar dele a quarterback, sei que ele saberá o que fazer. Tal como se pedir a ele para ser running back — completou.

Não somente o ataque terá um novo look, na defesa também ocorrerão alterações.

— Do lado defensivo é natural que também haja mudanças, sempre que há saídas e entradas de novos jogadores, tem sempre que haver um ajuste a nível tático para poder potenciar ao máximo as qualidades dos jogadores. Mas, também queremos mais flexibilidade de sistema, tal como vai haver no ataque, e, eventualmente, nas special teams. Será impensável termos um sistema que não encaixa com as características dos jogadores que temos, por isso é normal haver ajustes — explanou.

Mesmo com falhas de execução do treino com o Cascais Crusaders, Solipa espera que os erros não causem preocupação a longo tempo.

— Sobre os touchdowns sofridos, sabemos o que correu mal, sabemos como corrigir, estamos conscientes dos nossos erros, mas não é algo que me deixe muito preocupado. Sabemos porque sofremos nesses touchdowns, seja por falhas individuais, seja por inexperiência, seja por nervosismo ou falta de execução. Obviamente que não fomos a pensar sofrer sequer um touchdown, da mesma forma que não fomos a pensar não marcar nenhum. Mas como disse, queríamos testar situações, jogadores, e este scrimmage foi uma oportunidade para isso — finlizou.

Sobre o autor

Henrique Riffel

Jornalista e editor-chefe do Futebol Americano Brasil. Pós-graduado em Jornalismo Digital pela Famecos/PUCRS. Ex-colaborador do Pro Football e American Football International. Antigo produtor multimídia do Locast Project do MIT/EUA
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