Superliga Nacional terá patrocinador master e passará a ser gerida pelos times

Timbó Rex é o atual campeão da Superliga Nacional. Foto Paulo Machado/PHG

A Superliga Nacional de Futebol Americano foi um sucesso em 2016. A frase não sai da boca dos amantes da bola oval. Mais de 65 mil torcedores nos estádios, partidas em alto nível e um formato que, enfim, encontrou seu encaixe no primeiro campeonato unificado da modalidade.

Saiba como foi a temporada 2016 da Superliga Nacional



Para a temporada 2017, no entanto, o certame sofrerá mudanças radicais. Conforme apuração do Blog Touchdown, a Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA), entidade que comanda o esporte no País, passará a gestão do torneio para as equipes. Desde outubro do ano passado as conversas já haviam sido iniciadas. Até provável nome a competição já tem: Brazil Football League ou BFL, à espelho da nossa querida NFL. Esta ideia já era um desejo antigo da confederação, que se dedicará exclusivamente à fomentação do esporte, além do Brasil Onças.

Com isso, o campeonato passa a funcionar no sistema de liga e não mais no federativo, como sempre ocorreu. Isso dará total autonomia para as conferências organizarem tabelas e formatos de disputa na sua região. A logística seria exatamente a mesma usada pela Linefa, que coordena a bola oval no Nordeste há sete anos de maneira independente.

No lançamento da Superliga, ano passado, o presidente da CBFA, Guto Sousa, já havia afirmado o desejo de fomentar a criação de uma liga independente, para que os clubes pudesse se auto-gerir, citando, inclusive, exemplos bem sucedidos como a NFL, NBA e até o Novo Basquete Brasil (NBB).

É importante lembrar que a CBFA continuará chancelando o campeonato, o que significa que o torneio permanece oficial, porém, com a concepção de liga.

Até o momento, aproximadamente 2/3 das equipes que disputaram a Superliga (1ª divisão) e a Liga Nacional (2ª divisão) no ano passado já sinalizaram positivamente para o novo formato. Um grande investidor também já teria acertado o patrocínio master da competição, financiando os custos das equipes, como viagens e outros. O modelo é bastante semelhante ao usado pelo NBB e que vem funcionando ao longo das últimas temporadas.

Como a ideia de liga será adotada, após cobrir as despesas do campeonato, como arbitragem, transporte e etc, todos os valores destinados aos clubes seriam divididos igualmente.

No que se refere ao formato de disputas, a tendência é que os moldes da Superliga Nacional 2016 seja mantidos, com conferências regionalizadas e seus campeões disputando os playoffs nacionais. O esquema de descenso e acesso, idem. A cereja do bolo, porém, estará no Brasil Bowl. Um evento como jamais foi visto no País estão nos planos da cúpula.

Outra grande mudança, estará na revisão na quantidade de jogadores de nível estrangeiro por partida. Conforme o artigo 14 do regulamento nacional, os jogadores são ranqueados de acordo com a sua experiência prévia no futebol americano. Por exemplo, um ex-NFL tem peso de 8 pontos, enquanto um ex-NCAA de 5 pontos. Grande maioria dos atletas que atuam no Brasil tem nível 4. Cada equipe só pode ter 12 pontos por estrangeiro a cada partida. Em 2017, esta margem aumentaria.

Quanto à transmissões, já havíamos falado que a CBFA havia realizado testes na decisão da Conferência Nordeste com a empresa que faz a geração de imagens para o Esporte Interativo. A informação que temos que é que novas empresas se interessaram em passar o campeonato na TV, inclusive canais abertos.

Em tempo, nenhum clube ou a CBFA se posicionaram sobre os assuntos confirmam as informações.

Texto: Haim Ferreira/Touchdown JC

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