O relacionamento duradouro de Luan Tuleski com o Curitiba Brown Spiders

Tuleski em 2011, com uma jersey improvisada e um shoulder pads maior do que sua estrutura, em seus primeiros passos dentro do programa do Curitiba Brown Spiders. Foto Arquivo pessoal/Futebol Americano Brasil

Quando você pensa em um relacionamento duradouro, seja ele familiar, amoroso ou até mesmo empregatício, pensa quanto tempo ele pode durar? Quanto tempo é bastante? Cinco, dez, vinte anos? E com seu time de futebol americano? Num esporte relativamente novo no País, o futebol americano atrai olhares de fãs e de possíveis atletas. Muitas vezes, esses atletas trocam de time, como é nos demais esportes competitivos. Mas é possível imaginar um relacionamento que durasse, mais da metade da sua vida? Esse é o fenômeno que acontece na vida de Luan Tuleski, wide receiver do Curitiba Brown Spiders. Hoje, com 23 anos, Tuleski pode dizer que passou uma vida no futebol americano.

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Desde os 11 anos no esporte, Tuleski conta que acompanhava seus primos nos treinamentos para conhecer mais do jogo. Ainda em 2010, o jogador recorda que já participava dos treinos do time principal.

— Quando alguém ia para o treino e, por algum motivo, não treinava, eu pedia o equipamento emprestado e ia treinar no lugar. No começo eu era apenas um retornador, que na verdade nada mais era ficar pegando os chutes do kicker ou punter e retornar até ele para devolver a bola — contou.

O fato de ter começado cedo no esporte fez com que aquele pequeno garoto pudesse aprender o gridiron sem ter que brigar por titularidade. Afinal, segundo as regras, um atleta só pode atuar no time adulto, a partir dos 16 anos.

— Esse período de, basicamente, três anos de treino, foram muito importantes pro meu football I.Q.*. Como eu não tinha pressão de brigar por vaga no time, ainda, eu só queria fazer as coisas certas, como me ensinavam. E tive a sorte de ter excelentes coaches nesse caminho, como o Gabola, o Matheus Dias, o Mario Bento, o americano Dar, entre outros — comentou.

Aos 14 anos Luan se deparou com uma escolha entre qual futebol escolher: o americano ou o inglês? O garoto jogava nas categorias de base do Athletico Paranaense, e em algumas ocasiões os jogos coincidiam com os treinos e jogos dos Brown Spiders, mas sua opção foi por manter-se no futebol da terra do Uncle Sam, diferentemente do que acontece na maioria dos casos na juventude.

— Naquele momento eu tinha que tomar uma decisão, e escolher qual esporte eu praticaria. Felizmente, foi o futebol americano — disse.

Neste período, os Spiders foram cinco vezes vice-campeões paranaense, em 2009, 2011, 2013 e 2017 e 2019, mais três vezes o terceiro colocado no certame estadual, em 2012, 2014 e 2015.

A saga vem de família

Luan Tuleski é primo de Rômulo Tuleski, badalado offensive lineman, criado pelos Spiders mas atualmente no Paraná HP. Questionado sobre a influência do parente na decisão de ser jogador, Luan comenta que por causa dessa proximidade, ele nunca pode dar o famoso “migué” dentro do campo.

Como o primo trocou de camisa na temporada de 2017, Luan ficou balançado em também trocar de time, mas revela que seguiu muito motivado e que não consegue se desfazer do vínculo com a equipe.

— Não vou mentir. Já pensei em jogar em outras equipes. Já recebi algumas propostas e até cheguei a fazer reuniões com outros times, porém, eu não consigo sair dos Spiders. Sempre coloco metas, desde o começo. E cada vez que eu bato uma meta, aparece outra e eu só vou sair quando eu bater todas, mesmo que leve muito tempo — finalizou.

*Entendimento do cenário do jogo para escolher a melhor decisão em cada movimento.

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